sábado, 19 de novembro de 2011

Eu alimento pesadelos

Dia desses, voltei a ler uns trabalhos do Lovecraft.
Lovecraft certamente é meu exemplo máximo no que concerne a histórias de terror e suspense. Tivesse eu uma porção mínima de seu talento inegável de evocar, com as palavras certas, os medos mais primitivos da mente humana! Suas histórias jogam os personagens em situações aterradoras que os colocam à beira da loucura. E o que é pior, ou melhor, suas descrições dos fatos, enevoadas pelos sentidos abalados dos narradores desafortunados, não passam batidas pelo leitor incauto.
Eu prefiro ler suas histórias quando todos em casa já estão dormindo, e chego a tal nível de imersão que me sobressalto com barulhos na noite lá fora. A verdade é que minha imaginação sempre foi muito influenciável, e Lovecraft, com sua maestria, produz em mim efeitos ciclópicos. É comum, quando durmo após passear por seus horrores, sonhar com seus seres e paisagens de ignominiosa malevolência.
E o curioso é que eu gosto disso! Eu gosto de pesadelos. Gosto da sensação de medo, de confrontar o desconhecido, de lutar pra fugir de algo terrível. Minha mente produz situações das mais complexas e criativas e me põe pra me livrar delas. E eu me divirto com isso.
Que o Grande Cthulhu devore nossas almas rápido e sem dor...